O desejo feminino em The Man Who Shot Liberty Valance, de John Ford (1962): a caixa de chapéu e a flor de cacto
DOI:
https://doi.org/10.5294/pacla.2026.29.s3.8Palavras-chave:
Cinema, análise qualitativa, estética, estudos sobre as mulheresResumo
Este artigo propõe uma releitura do filme O homem que matou o facínora (The Man Who Shot Liberty Valance), dirigido por John Ford (1962), a partir dos pressupostos teóricos e metodológicos desenvolvidos pelo professor Jesús González Requena. A metodologia adotada baseia-se na análise textual, que combina elementos da psicanálise, da semiótica e da filosofia para desvendar o inconsciente simbólico inscrito no texto fílmico. Também são incorporadas contribuições teóricas de Sigmund Freud, Julia Kristeva e Gilles Deleuze para explorar a diferença sexual, o desejo e a violência como eixos estruturantes do relato. A análise concentra-se no triângulo amoroso entre Hallie (Vera Miles), Tom Doniphon (John Wayne) e Ransom Stoddard (James Stewart), mostrando como o desejo de Hallie — ligado ao progresso, à educação e à lei — mobiliza a ação dos protagonistas masculinos. O artigo conclui que o filme narra uma história de amor melancólica, na qual os desejos — femininos e masculinos — confrontam-se com a impossibilidade de sua plena realização, simbolizada na flor de cacto contida na caixa de chapéu de Hallie, que encerra o filme.
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