A estrutura clássica ao quadrado: estudo de caso descritivo do filme As bestas

Autores

DOI:

https://doi.org/10.5294/pacla.2025.28.s2.1

Palavras-chave:

Roteiro de filme, análise narrativa, cinema, narrativa audiovisual, As bestas

Resumo

O design narrativo clássico de três atos é o modelo mais amplamente utilizado pela indústria cinematográfica comercial na construção de roteiros. O filme As bestas (2022), de Rodrigo Sorogoyen, apresenta uma estrutura narrativa fragmentada, o que nos levou a investigar, como objetivo deste artigo, o modelo estrutural adotado na obra. Para isso, realizamos um projeto metodológico de observação, documentação, aplicação e comparação de conceitos ligados à criação de narrativas cinematográficas em quatro fases: análise da linha do tempo, identificação das principais cenas estruturais, identificação das fases da jornada do herói e categorização do tipo de enredo do filme. Os resultados indicam a existência de dois segmentos independentes, cada um estruturado segundo a narrativa clássica de três atos. Além disso, verificamos que esses segmentos são moldados por diferentes protagonistas, cujas histórias seguem tramas diferentes -- rivalidade e vingança --, que condicionam a organização das cenas estruturais. Esses personagens, por sua vez, percorrem trajetórias dramáticas distintas dentro do modelo da jornada do herói. Portanto, concluímos que o filme As bestas duplica sua estrutura narrativa por meio da alternância de protagonista, resultando em dois segmentos narrativos independentes, pois podem funcionar de forma autônoma, embora vê-los juntos acrescente camadas de significado à história.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Referências

Alvort, P. (2002). La artesanía del guion: Técnica y arte de escribir un buen guion para el cine. Taller de Cine Pablo Alvort.

Anderson, R. (2016). What is the Rashomon effect? En B. Davis, R. Anderson y J. Walls (eds.), Roshomon effects: Kurosawa, Rashomon and their legacies (pp. 66-85). Roudledge. https://doi.org/10.4324/9781315738741

Aranda, D. y De Felipe, F. (2006). Guion audiovisual. UOC.

Aristóteles. (2000). Poética (5.ª ed.). Icaria.

Aumont, J., Bergala, A., Marie, M. y Vernet, M. (2019). Estética cinematográfica: 120 años de teoría y de cine. La Marca Editora.

Balló, J. y Pérez, X. (2016). La semilla inmortal: Los argumentos universales en el cine (8.ª ed.). Anagrama.

Bang, J. (2022). Script analysis: Deconstructing screenplay fundamentals. Routledge.

Barthes, R. y Duisit, L. (1975). An introduction to the structural analysis of narrative. New Literary History, 6(2), 237-272. https://doi.org/10.2307/468419

Bordwell, D., Thompson, K. y Smith, J. (2020). Film art: An introduduction (12.ª ed.). McGraw Hill.

Campbell, J. (2017). El héroe de las mil caras: Psicoanálisis del mito (2.ª ed.). Fondo de Cultura Económica.

Canet, F. y Prósper, J. (2009). Narrativa audiovisual: Estrategias y recursos. Síntesis.

Chion, M. (2003). Cómo se escribe un guion (10.ª ed.). Cátedra.

Cuadrado Alvarado, A. (2017). Narración audiovisual. Síntesis.

Dancyger, K. y Rush, J. (2002). Alternative screptwriting (3.ª ed.). Focal Press.

Diez Puertas, E. (2014). Narrativa fílmica: Escribir la pantalla, pensar la imagen (3.ª ed.). Fundamentos.

Field, S. (2005). Screenplay: The foundations of screenwriting. A step-by-step guide from concept to finished script. Delta.

Field, S. (2006). The screenwriter’s workbook: Exercises and step-by step instructions for creating a successful screenplay (2.ª ed.). Delta.

García Serrano, F. (2019). Técnicas del guion: Métodos, fundamentos, estructuras y conceptos. Síntesis.

Genette, G. (1989). Figuras III. Barcelona: Lumen.

Greimas, A. J. (2007). Semántica estructural: Investigación metodológica. Gredos.

Greimas, A. J. y Cuortés, J. (1982). Semiótica: Diccionario razonado de la teoría del lenguaje. Gredos.

McKee, R. (2009). El guion: Sustancia, estructura, estilo y principios de la escritura de guiones. Alba.

Propp, V. (2000). Morfología del cuento. Fundamentos.

Sánchez Escalonilla, A. (2008). Estrategias de guion cinematográfico (6.ª ed.). Ariel.

Sanz-Magallón, A. (2022). Cuéntalo bien: El sentido común aplicado a las historias (4.ª ed.). Plot.

Seger, L. (2017). Cómo convertir un buen guion en un guion excelente (11.ª ed.). Rialp.

Sorogoyen, R. (dir.) (2022). As bestas [película]. Arcadia Motion Pictures.

Tobias, R. (1993). 20 Master plots and how to build them. Writer’s Digest Books.

Vanoye, F. (1996). Guiones modelo y modelos de guion. Paidós.

Vogler, C. (2020). El viaje del escritor: Las estructuras míticas para escritores, guionistas, dramaturgos y novelistas (3.ª ed.). Redbook.

Yorke, J. (2014). Into de Woods: How stories work and why we tell them. Penguin.

Publicado

2025-03-04

Como Citar

Llerena Fernández, A., & Barbera Hernádez, V. M. (2025). A estrutura clássica ao quadrado: estudo de caso descritivo do filme As bestas. Palabra Clave, 28(s2), e28s21. https://doi.org/10.5294/pacla.2025.28.s2.1