O único no comum: estratégias enunciativas no cinema de não ficção latino-americano sobre ação coletiva
DOI:
https://doi.org/10.5294/pacla.2025.28.s2.3Palavras-chave:
Enunciação no cinema, cinema de não ficção, ação coletiva, discurso cinematográfico, cinema latino-americanoResumo
Os filmes de não ficção propõem uma articulação textual da realidade social baseada na afirmação de que os objetos, os sujeitos, as relações e os acontecimentos que representam são verdadeiros e oferecem explicações racionais sobre contextos conflituosos e ações realizadas por aqueles que vivem imersos neles. Neste artigo, partimos dessa compreensão do cinema de não ficção para abordar, a partir de uma perspectiva semidiscursiva, o protesto social nos filmes Las tres muertes de Marisela Escobedo (Carlos Pérez Osorio, 2020) e Espero tu (re)vuelta (Eliza Capai, 2019), investigando, por meio de suas estratégias de enunciação, algumas possibilidades políticas do cinema de não ficção. O objetivo é explorar como essas estratégias contribuem para a representação do protesto social e para a integração de ações individuais em movimentos coletivos. Os resultados sugerem que, nos filmes analisados, podem ser identificadas duas estratégias de integração do único no comum: da performance individual para a consciência política e da cinematografia polifônica para a ação social. Essas estratégias são apresentadas como potenciais contribuições para os repertórios de ação coletiva e para a representação no cinema de não ficção.
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