Balthazar, o olho (cinematográfico) de Bresson
DOI:
https://doi.org/10.5294/pacla.2025.28.s2.7Palavras-chave:
Cinematógrafo, Bresson, Balthazar, suicídio, fábula místicaResumo
Inspirado no romance O idiota, de Fiódor Dostoiévski, Au hasard Balthazar (1966) é o filme central da filmografia do diretor Robert Bresson. Essa obra constitui um salto qualitativo, pois é a primeira vez que o tema do suicídio surge explicitamente na filmografia do cineasta francês. Neste artigo, investigamos as razões que tornam Au hasard Balthazar tão central, bem como a importância do protagonista, um burro. Também analisamos a que metáfora esse animal remete e o que ele representa. Buscamos responder à pergunta sobre que tipo de suicídio está em questão, quem ou o que realmente se suicida nesse e em seus filmes seguintes. Propomos, como conclusão, que o olho de Balthazar corresponde ao olho cinematográfico do próprio cineasta: um olho que não apenas observa, mas também contempla o que está acontecendo ao seu redor; um olho mais interno do que externo e, portanto, próximo do que, na mitologia, é chamado de terceiro olho. Ao final, concluímos que o olho de Balthazar é um olho que sabe que, no fundo, ou seja, além daquilo que compõe a imagem, não há nada a ser visto.
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